Psicofarmacologia Clínica

CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA – DIFUSÃO

“PSICOFARMACOLOGIA CLÍNICA”

Departamento de Farmacologia – ICB/USP

Período de inscrição: 15 a 30 de agosto de 2015
Período de realização: 12 a 26 de setembro de 2015

Apresentação

Desde tempos imemoriais sabe-se que substâncias químicas introduzidas no organismo podem modificar estados psíquicos. Álcool, ópio, haxixe, cocaína e alucinógenos foram amplamente utilizados pelas mais diversas civilizações, associados às práticas de cura, de união com os deuses e com o sagrado, de revelações e também com objetivos puramente hedonistas.

Em 1860, o químico alemão Albert Nieman extraiu da folha de coca seu alcaloide, a cocaína, que foi comercializada 20 anos depois, quando seus efeitos terapêuticos como estimulante e no tratamento da dependência à morfina foram sugeridos. É por isso que se recomendou a coca nos estados de problemas psíquicos mais diversos, para combater a histeria, a hipocondria, os distúrbios da melancolia e o estupor.

Todavia, somente na década de 1950 ocorreu o uso de fármacos com eficácia comprovada no tratamento psiquiátrico, dando início à moderna e atual Psicofarmacologia.

A introdução da Clorpromazina por Delay e Denicker, em 1952, foi o marco inicial da moderna Psicofarmacologia, provocando uma revolução na terapêutica psiquiátrica que acabou por afetar o conjunto das ciências e a visão que o homem tem de si mesmo.

Em 1960, com a introdução do Clordiazepóxido, iniciava-se a era dos benzodiazepínicos que vieram a substituir com grandes vantagens os barbitúricos no tratamento farmacológico dos estados de ansiedade.

Na década de 1970 ocorreu a difusão do uso dos Sais de Lítio e de medicações inicialmente utilizadas na epilepsia (Carbamazepina e Ácido Valpróico) como estabilizadores do humor.

Nos anos 80 foram introduzidos na terapêutica os neurolépticos chamados atípicos e uma nova classe de antidepressivos, os ISRS (inibidores seletivos da receptação de serotonina).

Nos anos 90 proliferaram os ISRS e foram introduzidos os IRSN (inibidores de receptação de serotonina e noradrenalina) e os ISRN (inibidores seletivos de receptação da noradrenalina).

O uso de fármacos no tratamento de distúrbios psiquiátricos tem se tornado mais efetivo com a evolução e precisão dos diagnósticos clínicos.

Também, o conhecimento dos mecanismos moleculares envolvidos nas ações dos psicotrópicos tem contribuído para o entendimento das bases neuroquímicas destes distúrbios, o que levou à criação das disciplinas de Biologia Psiquiátrica e Psicofarmacologia.

Cronograma

Data Tema
12/09 Introdução à Farmacologia
Neurotransmissão Química
Bases Neuroquímicas da Farmacodependência
19/09 Farmacoterapia da Ansiedade e dos Distúrbios do Sono
Farmacoterapia do Alcoolismo
26/09 Farmacoterapia das Psicoses e dos Distúrbios do Humor e do Comportamento

Objetivo

Oferecer a profissionais e estudantes da área de saúde informações sobre os mecanismos fisiopatológicos e bioquímicos relacionados à ocorrência de distúrbios psiquiátricos, bem como os fármacos utilizados no tratamento.

Estrutura Básica do Curso

O Curso será oferecido na forma presencial e ocorrerá através de aulas teóricas e discussões de casos clínicos no campus da Universidade de São Paulo.

Público Alvo

Profissionais e estudantes da área de saúde.

Período de realização e horários

O Curso será realizado no período de 12 a 26/09/2015 (aos sábados) através de aulas presenciais, no horário compreendido entre 09h00 e 14h00.

Carga Horária

15 horas

Total de vagas oferecidas

50 vagas

Local

Instituto de Ciências Biomédicas
Departamento de Farmacologia
Avenida Prof. Lineu Prestes nº 1524 – Prédio ICB-I
CEP 05508-000
Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira

Docente responsável

Prof. Dr. Moacyr Luiz Aizenstein
Departamento de Farmacologia – ICB/USP

Informações

Telefone: (11) 3091-7235
Contato: Prof. Dr. Moacyr Luiz Aizenstein
E-mail: aizenst@icb.usp.br

Inscrições

Período: 15 a 30 de agosto de 2015.
Procedimentos: e-mail para aizenst@icb.usp.br com envio de curriculum vitae.